Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não. Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem as férias com um sábio que morava no alto de uma colina. O sábio sempre respondia às perguntas sem hesitar. Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder. Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.

– O que você vai fazer? Perguntou a irmã.

– Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando. Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:

– Depende de você. Ela está em suas mãos.

O que aprendemos com a Parábola da Borboleta Azul?

Podemos levar esta parábola para a nossa vida, pois assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.

Quantas vezes na nossa vida pessoal ou profissional culpamos os outros pelo nosso fracasso, ou pela nossa incapacidade de resolver um problema da melhor maneira? “Ahh, meu chefe não me passa as tarefas direito“, “ahh, meu colega de trabalho é chato“, “ahh, minha esposa só quer DR“, “ahhh, meu marido não me ama“, “ahh, meus filhos não me ouvem” etc etc.

Será que a culpa é realmente do outro? Nestas horas o melhor é nos colocarmos no papel do outro e refletir sobre cada situação. Nos conhecermos, revelarmos para nos mesmos os nossos potenciais, os nossos medos e as nossas faltas. Autoconhecimento é tudo, e permite controlar sua vida. O seu destino.

Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos ou não. Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta. Cabe a nós escolher o que fazer com ela.